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Hoje sou território de amor...
Sou pássaro que voa ao encontro...
De teu mar me deixas navegar...
Meu amor proibido...
Quero só por hoje sentir teu desejo...
Com caricias a me desenhar...
Nessa neo nave de teu mar...
Sou um vento que vaga...
Sou furacão em alto mar...
Sou sol com segredos de amor...
Para ti desvendar...
Sou impetuosao vaidoso...
Mas na sincronia de amar...
Sou sincero e carinhoso...
Faço-te versos de amor...
Faço da vida uma reflexão...
Conjugo o verbo amar...
No presente passado e futuro...
Conjugo na linha do tempo...
Meus versos transitivos diretos...
Como recados de meu amar...
Não sou anjo nem pecador..
Sou um homem somente...
Sensível sonhador...
Que da rosa busca inspiração...
E entre sonhos e delírios...
Meu desejo é todo seu...
E assim fica selado meu segredo...
Com você...
Neste mar de loucuras e magias...
Meu silencio grita teu nome com euforia...
Deixe-me amar-te sem ter de dar explicação...
Na ternura de tua tez teus lábios me sorriem...
E escrevendo versos eu sigo em meus...
Desejos já despidos...
E assim como suplica eu te peço...
Deixe-me amar-te com meus segredos...
Para que um dia eu desvende...
Tudo que em ti ainda é mistério...
Minha alma meu abismo...
Teu sorriso minha Luz...
Agora já adormeço embalado...
Pelo mistério desses amar...
Pra se viver um grande amor,
Preciso ter um grande amor,
E para se ter um grande amor,
Conquistar é preciso.
Preciso procurar por toda rua,
Pelos cantos, pelos campos,
Nas noites, nas primaveras,
Nos poemas, até nas rimas.
Nas festas, nas igrejas,
Nas avenidas e nos guetos,
Nas calçados, nos bares,
Nas noites, nas madrugadas.
Preciso a cumplicidade dos astros,
Quem sabe sorte, coincidência talvez,
Preciso o olhar das águias, olhando ao longe,
O olfato dos felinos, até da vitrine dos pavões.
E quando deslumbrar o fim da busca,
Quando avistar o porto da tua alma,
O olhar que parece desvendar teus segredos,
Se sentires o fascínio do sangue ferver,
Borbulhar entranhas adentro,
Quando a pele do rosto queimar qual chapa quente,
Atenda ao sinal e se ponha, proponha-se e se dê.
Recorra a sabedoria da natureza,
Dos pássaros no deslumbre do acasalamento,
Das flores que se abrem, expelindo polens.
Não esqueça o soslaio dos olhares,
A sutileza no andar, a estratégia dos gestos,
A poesia das palavras, as metáforas dos poemas.
Lembre das viagens das músicas,
O bailar das melodias, o encanto da harmonia,
A cumplicidade da dança, o deslumbre das orquestras.
A elegância dos bailes, o feitiço do debutar.
Depois, depois misture a empatia da paixão,
Conte estrelas a dois, sonhe em dupla,
Segure a mão, caminhe ao lado, respire cumplicidade,
Ouse nos carinhos, sinta prazer nos mimos
E ame, ame amar e se ame amando,
Sem medo, nem vergonha, nem culpa no ser feliz.
Depois, depois estirpe o abuso da perfeição,
Cultive a sabedoria da compreensão,
Regue todos os dias o viço da paixão,
E dê, e se dê, e tenha e saiba ter.
Quanto eles encerram?
O que eles contém?
Um sentimento puro
ou um conto de vintém?
Ah! Como eu quisera
expressar neste momento
tudo o que eu sinto
mas é apenas uma quimera!
Se amei? Sim, muito!
Fui amado? Gostaria de saber...
Ah! Quanto sentimento eu tenho
dentro deste coração!
Beijos e abraços foram muitos.
Abraços e beijos, ganhei-os tanto,
porém o que mais queria
era o puro sentimento.
Complemento sem a essência é vago
é vazio, é imperfeição.
E dentro do meu ego, só existe compaixão
pois, se muito busquei,
outro pouco recebi.
E assim caminhei na vida,
e encontrei a solidão,
solidão ao estar com os outros,
pois afastei-me de mim.
Agora a busca é árdua,
o caminho pedregoso.
Quero voltar a mim
num reencontro amoroso,
onde a alma se complete
no bom e no melhor.
Que é a essência da vida!
Que é o puro amor!