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Românticas

Douglas Fabiano o poeta

27 de dez. de 2009

A PESSOA ERRADA

Românticas


Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é,
na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente
tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça,
perder a hora, morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade,
aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora
depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche
de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu
lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa. Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada
momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando,
emocionando, pensando, agindo, querendo,conseguindo...
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia
em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente
encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a
realmente funcionar direito pra gente...

17 de dez. de 2009

ENIGMA

Fotos


Eu observo as estrelas
E tento decifrar o que elas me dizem
Eu observo o escuro do céu
E a lua sorri para mim
É um código novo
Um enigma
E eu quero explorá-lo

Esta noite eu sonhei
Que andava sobre nuvens
E os anjos me acompanhavam
Chovia fraco
E meus pés escorregavam
No solo colorido do arco-íris
E despertei com um sorriso nos lábios
Os anjos me trouxeram felicidade

Eu observo as estrelas
E agora as entendo
Eu observo o céu colorido
Onde o Sol ocupa a lua
Mas ainda há um enigma
O enigma da felicidade
Mas um enigma como este
Nem mesmo o homem poderia desvendar.

9 de dez. de 2009

SEM INTENÇÕES

Paisagens


Eu fiz brotar sorriso
No maior dos calados
A timidez virar um riso
Gargalhar ao seu lado

Eu fiz silenciar o mar...
Quebrar a encosta e sumir
Controlar as ondas evaporar
E ao céu poder subir...

Eu fiz sem intenções
Mas no melhor dos meus atos
Socorrer a dor, acudir corações
Dos amantes de fatos...

Eu o fiz! Naturalmente belo
Assim do nada... Sem pedir
Sem ter intenções, só o elo
Aquele que nos faz emergir!

De dentro pra fora, do lado...
Como quem escreve fácil e ama
Dócil, envolvente e destacado
E sem intenções ele nos chama...

7 de dez. de 2009

O DIA DA POESIA

Flores





Meu coração mais pulava que batia
Nem ouvir os declamantes eu ouvia
Até tentei figurar-me sereno, mas não adiantou
Era o dia da poesia!

A platéia? Eram poucas pessoas...
Uns conversavam, outros cessavam
Uns não se interessavam, outros nem pra frente olhavam
Politicamente corretos ou não, era o dia da poesia!

Os jurados? Nunca tinha os visto...
Uns espelhavam satisfação, outros desanimação
Uns simpáticos, ou antipáticos
O que importava? Era o dia da poesia!

Chegada a minha vez, subi ao palco inseguro
Parecia que todos apostavam em mim
E logo ao soltar a primeira palavra,
Esqueci todas as próximas, que fim!

Minha insegurança semeou derrota
Minha imagem? Anedota
Com aplausos forçados desci a frágil escada
Parece que por aquele momento não valeu nada

Era-se prêmio, posição e improviso
Era-se realização, vibração e meu sorriso
Fim-de-tarde...
Era-se meu dia da poesia.

3 de dez. de 2009

DEVANEIO

Fotos




Quero viver um sonho, só um sonho,
Como aqueles contidos nos poemas,
Por uma noite só, um dia que seja,

Que não hajam casais dançando ao redor,
Que não tenha um copo sobre a mesa,
Que nem a mesa exista,
Mas que eu sinta o glamour de um grande baile,
Que músicas adentrem em meu espírito,
E me façam vagar.

Que eu me sinta um bêbado,
E que eu viaje infinito afora,
Dentre nuvens de algodão,
Levado nos braços de uma poetiza,
Nas asas dos seus versos.

E que ela me fale docemente,
Enquanto me guia pelos céus,
Palavras brandas dos seus poemas,
E me jure que são todas verdades,
E que me ama sim, e jure verdade,
E repita insistente que é para sempre.

Deixe que eu viva esse sonho,
Ciente do sonho, claro,
Mas acreditando seja verdade.

E se me acordares,
Que o faças candidamente,
Para que eu não caia bruscamente do céu,
E me arrebente na realidade dos meus dias.

Mas, pensando melhor,
Deixa-me sonhar só mais um pouco,
E quando acordar, vou dividir contigo o regalo,
E você também vai ouvir a música que eu ouço agora,
Vai sentir o corpo brando, leve e solto,
E vai querer sonhar também,
E eu serei teu guia pelo infinito,
Serei sim o teu poeta.
 

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